sexta-feira, 8 de abril de 2016

clonedt "O azul, o vermelho e o preto" (Independente, 2001)


                O clonedt atende pelo nome de uma única pessoa, o produtor curitibano Paulo de Tarso. “O azul, o vermelho e o preto” é seu terceiro disco completo, certamente seu trabalho de música eletrônica mais acessível.

             As cores citadas no título nomeiam as três partes em que o álbum se divide. A primeira, “o azul”, traz seis temas acessíveis aos ouvidos, na qual a produção eletrônica se encarrega dos efeitos e ruídos de fundo, enquanto a parte orgânica se ocupa de deixar tudo confortável.

            “O vermelho” é preenchido com cinco temas eletrônicos atmosféricos, menos orgânicos e com os efeitos em primeiro plano. Tal como uma ponte entre os momentos inicial e final do disco. 

                A derradeira suíte eletrônica, “o preto”, abre com o remix eletrônico/industrial do Chipset Zero para “QWERTY”, passa pela desconstrução digital de “Tempo perdido”, da Legião Urbana, quase irreconhecível e se encerra com três movimentos chamados “Álbum de família”, recortes editados da trilha sonora da peça homônima de Nelson Rodrigues, produzida pela Cia do Fogo e encenada em 1994.

              Lançado de forma independente, com apoio da Fundação Cultural de Curitiba, trata-se de um álbum difícil - com exceção à parte “azul” – recomendado para produtores iniciados e/ou fãs de música eletrônica, não exatamente dançante, mas que deve funcionar em público, quem sabe com as sinapses embaralhadas.

                 Quer ouvir? Download aqui!
                 Também disponível no Youtube!

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