quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Okotô (Eldorado, 1988)



             
          O Okotô chamou a atenção da mídia musical nacional assim que foi formado, mais pela curiosidade de ser uma dupla, pelos instrumentos inusitados, Kotô e Shamisen, e pelas influências orientais do casal.

Bizz, ed. 52, novembro de 1988
              O duo formado por Cherry Taketani e André Fonseca, ex-guitarrista da Patife Band, não demorou para entrar em estúdio e registrar suas músicas que transitavam entre o pop oriental, ainda desconhecido por aqui, e uma new wave sintetizada. Tal como uma ponte entre as influências dos pós-punk e o lado “new progressive” incutido na própria new wave. Foram sub aproximados de nomes da new wave paulistana, notadamente o Metrô, como a resenha de Arthur G. Couto Duarte (ao lado) admite, erroneamente.

           As letras em português, exceto "Xixiun-Ki", são abstrações e marcam as melodias pontuadas pela percussão minimalista que acompanha as canções, aí está o lado do pop oriental que foi mal compreendido por aqui. Todas as composições são da dupla, com exceção de '33 rotações", que tem letra da modelo Bronie Lozneanu, e da instrumental "Too young chineses", adaptação do tema de domínio público.

             O disco marcou a primeira fase do Okotô, que nos anos seguintes seguiu carreira discográfica bissexta e bastante distante da proposta de seu álbum de estreia.


                  Quer ouvir? Download aqui!
                  Também disponível no Youtube!

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