domingo, 31 de março de 2013

Mullet Monster Mafia (EP) (Orleone Records, 2009)

           
              
              
             O Mullet Monster Mafia, também conhecido como Mullet, ou apenas MMM, como eram chamados pelo trio skate punk californiano Agent Orange, com quem dividiram um extensa turnê brasileira em 2010, começou atividades em dezembro de 2008 e no mês seguinte já estavam com este EP de 6 canções gravado. Em fevereiro de 2009 distribuíam as 1000 cópias no festival Psycho Carnival, em Curitiba.


            Logo o quarteto ficou conhecido, seu som auto nomeado "Power Surf Orchestra", nada mais é do que uma surf music pesada, tocada em volume alto e sem dó dos instrumentos, a parte 'orquestra' ficava por conta do trompete JC Moloncio, que deixou a banda no final de 2012, reduzindo o Mullet Monster Mafia a um trio. O EP gravado em Piracicaba/SP tem produção conjunta do MMM com Celso Rocha, destaque para as porradas "Sinister people secrets" e "Swamp", e para a balada "Freshwater". O projeto gráfico é simples, as informações vêm na contracapa do envelope que guarda o CD. No rodapé um frase chama a atenção, ela diz: "Pirataria se combate é na facada!!!".



          O Mullet Monster Mafia fez muitos shows, incluindo uma turnê de dez shows pela Europa em 2011, também acompanhou muitas nomes internacionais em passagem pelo Brasil. A banda lançou um segundo EP em 2011, "Dogs of the seas". O blog Disco Furado conversou com o trio no SESC de Presidente Prudente no dia 23 de março de 2013, ocasião em que o MMM acompanhava a turnê do quinteto surf music Los Chamánicos, do Chile. No link abaixo você pode conferir o que houve nesta conversa.

             Entrevista com Mulllet Monster Mafia no soundcloud!

             Quer ouvir o EP que ilustra esta postagem? Download aqui!

terça-feira, 19 de março de 2013

V.A. "March to Sickness: a brazilian tribute to Mudhoney" (Monstro Discos, 2008)



           Um tributo de bandas brasileiras à uma dos nomes mais influentes do rock de todos os tempos. Sim, o Mudhoney é uma daquelas bandas capazes de fazer estragos na vida de um adolescente, impossível ouvir um disco ou ver um vídeo dos caras e não ter vontade de montar uma banda, o quarteto de Seattle completou 20 anos em 2008 e ganhou um "presente" das bandas brasileiras. 
           
            "March to sickness" reuniu 17 nomes e, como todo disco tributo, tem bons e maus momentos. Quase todas as bandas demonstram a influência recebida, é o caso do Walverdes ("Suck you dry"), AMP ("Thorn"), MQN ("Poisoned water"), The Sinks ("Who you driving now"), Superguidis ("Into the drink"), Detetives ("El sol q ciega", versão em espanhol para "Blindding sun"). O Mechanics, uma sucursal tupiniquim do Mudhoney, se mostram destruidores numa versão bastante fiel de "Here come sickness". Os trios instrumentais também mostram ótimos resultados, Macaco Bong ("You got it") e Dead Rocks ("March to fuzz")
              
             Dos nomes mais conhecidos foram convidados Autoramas ("In'n'out of grace") e Pitty ("If i think"), ambos desaceleraram suas escolhas, mas com ótimos resultados, obviamente trazem melhores produções.

          Num disco tributo sempre é bom ver bandas que alteram completamente os arranjos e com algum "clássico" conseguem criar algo novo, é o que podemos chamar de anti tributo, neste quesito o Ambervisions se dão bem com uma irreconhecível versão para "Touch me, i'm sick", os paulistanos do Debate também apresentam uma versão alienígena e barulhenta para "Good enough". Porém, não é o caso do duo Lucy & The Popsonics que  juntaram "Generation Spokesmodel" e "Fashion forecast" e transformaram numa chatice pop electro chamada "Well well song", Holger segue o mesmo com "No song 3".

             Lançado pela Monstro Discos, o álbum faz parte das comemorações de 10 anos do selo goiano, que por sua vez recebeu inspiração da Sub Pop, selo que lançou boa parte dos discos do Mudhoney e que tem entre seus funcionários o próprio Mark Arm, vocalista e guitarrista do quarteto. O projeto gráfico caprichadíssimo traz ilustrações de Márcio Jr e  Márcia Deretti, "March to sickness" teve uma repercussão mediada e pode ser encontrado no site da Monstro Discos.


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segunda-feira, 18 de março de 2013

Relespública "E o Rock'n'Roll Brasil?" (Jethro Street, 1998)




Bizz, edição 167
                A Relespública surgiu em 1989 e seu primeiro disco saiu quando a banda era um quinteto. Antecederam o lançamento de “E o rock’n’roll Brasil!?” o compacto “Mod” (Bloody Records, 1993) com Daniel Fagundes (1978-1994) no vocal, e o CD-EP “Venda proibida” (Catarse Produções, 1996) além de algumas demo-tapes bem recebidas e que mostraram a cara da banda para o underground brasileiro. O núcleo da banda sempre esteve no trio Fabio Elias (guitarra e voz), Ricardo Bastos (baixo) e Emanuel Moon (bateria), somou-se a formação quinteto o vocalista Kako Louis e Roger ‘Gor’ (teclados).

                O álbum traz 12 canções, todas assinadas por Fabio Elias, com exceção de “Neurastênico”, canção de Betinho e seu Conjunto e um dos primórdios do rock brasileiro de fins da década de 50. Se de início a Relespública era identificada como uma banda mod, neste registro mostra uma abrangência dentro do rock, tem ska, “Mammaoola’, balada, “O clarim”, mod, “A beka”, “Better time you have gone” e “Capaz de tudo”, esta lembra muito Ira!, influência confessa. “Mina rock’n’roll” é parceria de Fabio Elias com Rollando Castello Junior, baterista da Patrulha do Espaço e co-produtor deste disco. Outros destaques são “Adeus” e “Sol em Estocolmo”. Porpem, será que tudo isso é o suficiente para justificar o pretensioso título pergunta-resposta “E o rock’n’roll Brasil!?”?

            Lançado pela cooperativa de bandas curitibanas Jethro Street, uma iniciativa que juntou bandas de vários estilos em busca de seu primeiro disco, o álbum teve boa repercussão e levou a banda a fazer muitos shows, a tiragem pequena de mil exemplares esgotou-se rapidamente. O projeto gráfico é simples e a capa muito ruim, daquelas que trazem dúvidas em relação ao conteúdo, ledo engano, o disco é bom.

Dynamite, edição 35
             Na contracapa há um trecho de resenha elogiosa escrita pelo jornalista Ricardo Alexandre, publicada do jornal O Estado de S. Paulo, que dá credibilidade ao disco. Dois anos depois o quinteto deixou Curitiba e de contrato com a Universal Music lançou o segundo disco “E o circo está armado” (2002), entretanto, insatisfeita com o trabalho dentro de uma multinacional a Relespública voltou para Curitiba, reduziu-se ao trio núcleo e seguiu mais alguns anos tocando e gravando.

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domingo, 17 de março de 2013

Lacertae "Berimbau de Cipó Imbé" (Independente, 2002)

                                 



                 Do pequeno povoado de Campo do Criolo, distrito de Lagarto no interior sergipano vem o Lacertae, palavra que em latim significa lagarto. O Lacertae começou como um trio experimental, e chegou ao seu primeiro disco, este “Berimbau de cipó imbé”, reduzido ao duo Deon Costa (voz e guitarra) e Aldemir Tacer (berimbau, bateria e efeitos).

Bizz, edição 135
              O álbum tem 15 canções, todas próprias, em quase uma hora de duração, as letras retratam abstrações e carregam uma poética psicodélica. A sonoridade chama a atenção, afinal, os dois integrantes conseguem preencher os arranjos, a guitarra hendrixiana de Deon mostra completa sintonia com a percussão de Tacer, que toca bateria e berimbau ao mesmo tempo, produzem uma sonoridade única e cheia de referências, do nordeste e do mundo, não é à toa que o Lacertae já foi chamado muitas vezes de Beck do Sergipe, um erro, afinal, a banda consegue ser muito mais que isso, não se prende a nenhuma estética ou lugar. Destaques para: “Líquido”, “A chamada”, “Sorria” e “Céu bonito”.

            “Berimbau de cipó Imbé” foi lançado de maneira independente com apoio da Lei Federal de Incentivo a Cultura, obteve bons resultados na mídia especializada e levou o Lacertae a se apresentar noutras capitais, incluindo uma participação memorável no programa Musikaos, exibido pela TV Cultura. O projeto gráfico é caprichado, traz todas as letras, fotos ilustrações e ficha técnica. Anos após a banda deixou mais um registro, o disco “A volta que o mundo deu” (Amplitude, 2004).

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quinta-feira, 14 de março de 2013

Fuzzfaces "Voodoo Hits" (Rastrillo Records, 2007)



O trio paulistano Fuzzfaces teve pouco tempo de existência, contudo, foi tempo suficiente para ser a melhor banda de garage horror punk que o Brasil já produziu. Formado pelo baterista e vocalista Gregor Izidro, Wagner ‘Fuzz’ Tal, guitarra, e Andréia Crispim, baixo, obviamente a banda não teve reconhecimento além do público restrito e cativo que acompanha as bandas e as novidades do garage rock pelo mundo. Não por acaso, esta edição de “Voodoo Hits” foi lançado somente na Argentina por um selo especializado em bandas cruas e de canções nada lapidadas, Rastrillo Records.

“Voodoo Hits” tem 18 canções e nenhuma passa dos dois minutos, como o título afirma, trata-se de um disco cheio de possíveis hits, ouça “Peste”, “Autêntico selvagem”, “Só nesse caixão”, “Menina do Corcel vermelho” e comprove. “Um cara normal” é um hino do garage punk brasileiro.

Nem todas as canções são próprias e alguns heróis do garage rock são reverenciados, Billy Childish (“Lie detector”), The Avengers (“Be a caverman”) e Kit & The Outlaws (“Don’t tread on me”), são alguns deles. Na última canção, “Agora não tem volta”, um diálogo retirado de um filme chama a atenção, um casal num restaurante tem a sua frente um cardápio com pratos cujos ingredientes levam todo tipo de drogas, vai de sopa de bolinha ou cocada de cocaína? A maconha mineira acompanha tutu e torresmo! Tentador, não?

Produzido pela banda em parceria Clayton Martin, do Submarino Studios,  “Voodoo Hits” traz de bônus o EP “Não Estamos nem aí (We don’t give a fuck)” anterior à “Voodoo hits”, mas que não chegou a ser lançado. O projeto gráfico no formato digipack é bastante caprichado e traz boas ilustrações, além de uma página interna repleta de fotos e cartazes de apresentações do Fuzzfaces, contudo, faltam letras e informações de ficha técnica, que ficaram muito limitadas nas poucas linhas da contra capa, nada que desmereça o disco.

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terça-feira, 12 de março de 2013

V.A. "Os Excluídos" (Purnada Y Pranada, 1997)



A coletânea “Os Excluídos” traz 30 canções divididas desigualmente entre 10 bandas do Rio Grande do Sul. Há uma variedade de estilos, sendo algumas bandas indescritíveis e outras mais para o blues “nada original”, há até mesmo samba de boteco totalmente excluído.

Produzido e idealizado pelo músico e homem de mil ideias Egisto Dal Santo (ou Egisto 2, ou Egisto Ophodge) o álbum segue a anarquia habitual de seu produtor. O samba de Zé do Bêlo abre “Os Excluídos” com três canções que também estão presentes no primeiro disco do “Bezerra da Silva dos pampas”, muitos boas por sinal, aqui em versões diferentes das registradas definitivamente, destaque para “Gil Gomes falou”, com o verso original que substitui Ratinho pelo Alborghetti. Segue com outras bandas interessantes, como o pós-punk barulhento do A-cretinice Me A-tray dos guitarristas Egisto e Jimi Joe e a voz da bela Cléo, “Penso” é bastante soturna e carregada de peso. O pós-punk também se aproxima do som do Nada Público, que lembra bastante outro nome do pós-punk brasileiro, o Akira S & As Garotas que Erraram. O blues é quem manda no som das bandas Sindicato do Blues, das duas canções apresentadas uma é regravação para “Stormy Monday” de T-Bone Walker, e Ópera Bufa, também com duas canções.

Cinza Azul e Noite é umas das poucas que parecem trazer uma seriedade na sonoridade, com um teclado à la Doors e um vocal típico de bandas brasileiras do meio dark wave dos anos 80 em “Carros”, mostram melhor resultado em “Ballad of Bresta”, até nem parece a mesma banda (!) Outras maluquices surgem com as bandas Os Puta Merda, a única com 5 canções no álbum, todas com menos de um minuto e meio e algumas deliciosamente absurdas como “Bucetinha cabeluda” e “Macanuda sirigaita”. Outro destaque do disco é a Sweet Beetle Juice, com uma forte influência do rockabilly, letras em inglês e boas canções, como “Disappointed” e “Forum”. “Os Excluídos” se encerra com o som experimental e etéreo do Saltinmantra e as baladas de “violão bicho grilo” de Lecco Ferrara e Os Coitotes, ambos com duas canções cada.

A produção é simples e um ouvido atento vai perceber um monte de erros, ruídos e intervenções, involuntárias ou não, que permeiam algumas bandas gravadas ao vivo num estúdio de oito canais em sistema analógico. O projeto gráfico é simples e quase não traz informações sobre as bandas, no encarte há apenas o nome das canções e ficha técnica de concepção do álbum, não há informações técnicas sobre as gravações, nem integrantes das bandas. Uma página tem fotos de algumas bandas, também não identificadas.

“Os Excluídos” é uma produção do selo Purnada Y Pranada, propriedade de Egisto criada primeiramente para registrar os discos do Colarinhos Caóticos e seus trabalhos solos, mas, que deu espaço para acompanhar uma efervescência perdida nas garagens, como o próprio nome do álbum afirma, tratam-se de bandas excluídas e com exceção do Zé do Bêlo, as demais não ganharam espaço no rádio, tal como a frase estampada na capa prevê “CD Promo para não tocar no rádio”. “Os Excluídos” ganhou um volume 2 lançado no mesmo ano.

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Bois de Gerião (Prótons, 2002)



O sexteto brasiliense de “rock com sopros” Bois de Gerião aprontou um excelente  primeiro disco. Depois de três fitas demo, participações em coletâneas e de deixar até mesmo hits locais, além de shows contagiantes e uma boa repercussão na mídia especializada, eles chegaram afiados para o primeiro disco.

Revista Bizz (edição 178)
Após de 8 anos de banda, que custaram trocas de integrantes e tentativas frustradas de negociar um disco com uma gravadora de maior porte, o Bois de Gerião resolveu lançar sua estreia pelo selo local Prótons. O disco traz 12 canções cheias de ska, hardcore, rock e um tempero pop que poderiam ter colocado alguns hits na rádio e popularizado os rapazes, infelizmente não foi o que aconteceu, ainda assim, como não se divertir com as canções “Cifrão”, “A triste vida da garota fivelinha clubber”, “Dia de sábado”, “Eu não sei o que fazer”? Todas retiradas das demo tapes e regravadas para o álbum.

A produção do disco é caprichada e ficou a cargo de Philipe Seabra e do Bois de Gerião. O projeto gráfico e completo e bastante caprichado, traz todas as letras, fotos e ficha técnica. O disco trouxe bons resultados, merecia ter alcançado uma maior quantidade de ouvidos, pois, a banda mostra uma maturidade e uma proposta que poderiam ser facilmente trabalhados dentro de um selo com maior estrutura. Em 2006 o Bois lançou seu segundo e derradeiro trabalho, “Nunca mais monotonia”, também pelo selo local Prótons, a saída de alguns integrantes levou a banda a encerrar atividades em 2009.

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domingo, 3 de março de 2013

V.A. "Balaio do Sampaio" (MZA, 1998)



Sérgio Sampaio (1947-1994) foi um dos grandes compositores da MPB, apelidado e reconhecido entre os compositores malditos, ele justificava a fama, mantinha um comportamento complicado e intenso assim como suas canções. Os excessos e a indisciplina foram fatores decisivos para sua conturbada trajetória, ao mesmo tempo em que também somam brilho a sua pequena discografia.

Sérgio nasceu em Cachoeiro do Itapemirim-ES, nutria admiração e desprezo na mesma medida pelo conterrâneo Roberto Carlos, sonhava em um dia ter um de seus versos cantados pelo “Rei”, mas, isso até hoje não aconteceu. Numa ocasião Roberto Carlos por intermédio de seus assessores pediu uma canção para Sérgio nos moldes de “Eu quero é botar meu bloco na rua”, em resposta Sérgio mandou a bela e amarga “Meu pobre blues”, depois disso Sérgio não foi mais solicitado.

“Balaio do Sampaio” traz 12 conhecidos nomes da MPB interpretando o repertório distribuído nos três discos de Sérgio. Ao contrário da maioria dos discos tributo, este conseguiu mais acertos do que erros, muito por conta da aproximação dos interpretes com a obra do compositor. Outros malditos como Jards Macalé, Luiz Melodia, encaram com naturalidade “Velho bandido” e “Cala a boca, Zé Bedeu”, respectivamente, Zizi Possi empresta sua linda voz para a rasteira que Sérgio deu no Roberto Carlos (ops!) em “Meu pobre blues”, João Nogueira (1941-2000) e Zeca Baleiro não ficam atrás com as mais belas canções de despedida “Até outro dia” e “Tem que acontecer”. Nomes até então novos da MPB, Chico César e Lenine mostram sintonia e bons resultados em “Em nome de Deus” e “Pavio do destino”, esta com uma linda letra sobre sócio educação. Renato Piau, que foi guitarrista de Sérgio Sampaio, pega “Que loucura” e pouco muda da versão gravada por Luiz Melodia, no disco “Claro” (1988). E tem mais Erasmo Carlos, Eduardo Dusek, João Bosco e uma Elba Ramalho emprestando frevo-forró na péssima versão para o grito “Eu quero é botar meu bloco na rua”.

Organizado pelo compositor, parceiro e amigo Sérgio Natureza, “Balaio do Sampaio” tem projeto gráfico completo com letras e ficha técnica da gravações, lançado pela gravadora MZA, propriedade de Marco Mazzola e dedicado selo da MPB, o disco ganhou os palcos, mas, não teve uma grande repercussão, lamentável, pois, se trata de um belo trabalho e uma justa homenagem ao magricela mais pavio curto da MPB. Viva Sérgio Sampaio!

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