quarta-feira, 2 de outubro de 2013

The Junkie Jesus Freud Project "A cow called floyd" (Cogumelo Discos, 1993)


              The Junkie Jesus Freud Project. O nome é estranho. O som também, mas isso nem sempre é bom. Por trás do extenso nome estão sete pessoas, alguns membros de bandas bastante conhecidas do metal nacional, como Holocausto, The Mist e Chakal, além do Virna Lisi, numa tentativa de fazer um trabalho desvinculado com suas produções anteriores. Pode-se afirmar que conseguiram, é difícil encontrar parâmetros entre o Junkie Jesus Freud com o cenário heavy metal que ajudaram a criar em Belo Horizonte nos anos 80.

Rock Brigade, edição 96, julho de 1994
              "A cow called floyd" traz 16 canções de autoria própria, com letras em inglês muito ruins. A interpretação de Vladimir Korg segue o mesmo mau caminho das letras, em pouco tempo o álbum de 50 minutos torna-se torturante, mas vale a audição se você é fã das bandas anteriores do membros, ou gosta de procurar ouro encravado em meio à canções enfadonhas. Eu, que gosto de garimpar nos discos, procurei e não achei, fica até difícil destacar um som agradável. A execução da banda até que vai, mas os arranjos cansativos somados às letras fracas tornam penosa a tarefa de ouvir o álbum até o fim, quando você vê que no final te aguarda uma canção chamada "Marciannas '94" a vontade é de ejetar o disco. "My girl is a zombie", "Let the world go round", "Going to Disney" e a canção que dá título ao álbum são péssimas.

               O álbum foi lançado em LP em 1993 pela Cogumelo Records e ganhou uma edição em CD no ano seguinte. "A cow called floyd" faz parte dos "alienígenas da Cogumelo", fase em que o lendário selo mineiro começou a investir em bandas e projetos distantes do heavy/death/thrash metal que representam a "época de ouro" da gravadora e loja de discos mais importante do som extremo brasileiro. Ainda sobre o disco, salva-se o projeto gráfico caprichado com destaque para a capa que rouba a vaca do disco "Atom heart mother" do Pink Floyd, para inseri-la num campo psicodélico que não reflete o som do único registro do Junkie Jesus Freud Project.

                Quer ouvir? Download aqui!

7 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Show! Parabéns pelo belo site... lembro das tardes de Gás Total, onde tocava de vez em quando clipe de Never Surrender... Tenho o vinil, onde não consta essa música, mas agora tá na mão... concordo contigo, as letras são beeeeeemmmm fraquinhas, o vocal do Korg é uma bosta, mas o som é de 1a. Vale a pena a audição! Abraços, Sérgio - Blumenau

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    1. Fala Sérgio!
      O vinil tem menos músicas do que no CD, coisas da Cogumelo que aprontava estes lançamentos esquisitos, acho que eles não queriam mais vender LP na época. Logo depois deixaram de lançar vinil. Eu tenho nos dois formatos, a capa do vinil é mais legal, é um pouco diferente do CD.
      Eu acho as letras e a interpretação realmente sofríveis. E até a execução não é lá estas coisa,s mas como gosto de discos ruins, tô em casa. heheheh
      Abraços e obrigado pela visita!

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    2. Amigo, não consegue o outro projeto do Vladimir Korg, o NUT ? Att.

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  3. Valeu aí pelos posts a cogumelo depois de 92 lançou muita coisa experimental, tinah esse vinil do Jesus Junkie que so conseguia escutar "Have a nice day", esse nut é melhor, qual o line up? Valeu por postar as coisas que nao sao metal da cogú.

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  4. Fala treisoitao!
    tenh de conferir o line up, mas sei que o projeto é do Korg com participação do cara do Virna Lisi, Ronaldo Gino.
    Gosto bastante dos alienígenas da Cogumelo, e de alhuns discos de metal também, estou atrás de vários.
    abração!

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  5. Link do Junkie Jesus não funciona mais, alguém tem outro?

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