segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Frank Poole "... A coerência é uma armadilha" (Monstro Discos, 2001)


              O 10º lançamento do selo goiano Monstro Discos trouxe o único registro do quarteto de Brasília/DF Frank Poole. "...A coerência é uma armadilha" trata-se de um EP com 6 canções experimentais feitas por jovens que estavam aprendendo a tocar seus instrumentos ao mesmo tempo em que compunham. Como o próprio título afirma, não procure coerência no som muito menos nas letras em português, tudo é uma armadilha.

Bizz, edição 198, abril de 2001
          Os temas são longos e barulhentos, as letras ficam aquém do som ruidoso à Sonic Youth e Galaxie 500, na maioria das vezes não querem dizer nada, e nem sempre passam despercebidas, "Infanticídio" é um exemplo negativo. "Canção para Cecília" passa  dos oito minutos, boa parte destes preenchidos com noise de guitarra. "Alguma coisa sobre bêbados" é a mais curta e a única totalmente instrumental. O álbum fecha com "A saga sem fim do gollo gallático" um remix interminável cheio de repetições e passagens coladas que beira os 20 minutos.

          "...A coerência é uma armadilha" foi gravado entre março e agosto de 2000, traz participações de Zé Pedro Gollo, Daniel Chaib, Simone Iunes e Rafael Cury. O projeto gráfico é muito caprichado com pinturas de Alberto Monteiro embaladas em formato digipack, nas traz as letras. O álbum teve repercussão mediana e há muitos anos está fora do catálogo da Monstro Discos.

                 Quer ouvir? Download aqui!

3 comentários:

  1. Nessa época eu dava uma mão pro Léo da Monstro Discos... esse é um dos poucos discos da Monstro que não tenho, fiz questão de me desfazer. Não pelas músicas, mas devido a uma briga que eu tive com o vocalista da banda, que nem lembro o nome. Ele não aceitava que ninguém falasse mal da banda dele e eu, numa resenha, apontei os defeitos. Rapaz... foi feia a coisa! Léo que apaziguou! kkkkkkkkk

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  2. Hahaha. Que comentário bizarro. Eu estive em todas as formações do Frank Poole e nunca ouvi falar dessa história. Não tínhamos um vocalista. Yury (hoje no Firefriend) e eu nos revezávamos nos vocais, mas tínhamos muitas músicas instrumentais. O EP lamentavelmente não representa muito a sonoridade errante da banda. Sinceramente nunca ouvi falar dessa treta e de tal resenha. Acho que estávamos muito mais na onda "falem mal mas falem de mim". Éramos pouco conhecidos apesar de sair na Bizz e no Jornal Hoje, afinal fazíamos poucos shows.

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    1. Vai saber né Gustavo, já faz tanto tempo... hehehe mas eu não sei da tal resenha, nem de treta nenhuma, com exceção ao comentário do Glauco. Lembro de ver no JH e na Bizz, como atesta o recorte postado acima.
      abração (disco furado)

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