quarta-feira, 24 de julho de 2013

The Books "I land" (Monstro Discos/Midsummer Madness, 2005)


            Antes de chegar ao primeiro disco o The Books se chamava The Book is on the Table e era um quinteto. Após dois CD-demo bem recebidos e poucas apresentações a banda chegou ao primeiro disco com um novo e abreviado nome e nova formação, com uma guitarra a menos, que no disco até que não fez falta, mas nas, também poucas, apresentações seguintes certamente deixou algum vazio.

          O The Books faz um som guitar de referências comuns às demais bandas brasileiras do estilo, a matriz Sonic Youth/Pixies está aqui, mas o The Books tem um diferencial que todas as bandas do rock alternativo almejam, letras e  interpretação em perfeito inglês. A banda tem como front man Tony Rosenberg, um australiano viajante que parou na Terra de Santa Cruz e, depois de conhecer outros roqueiros tímidos, montou uma banda.

         Banda formada, todos com boas influências, o caminho certo foi ensaiar e compor. Quem pensava que um vocalista/letrista australiano faria o mesmo que o Men at Work, INXS ou Midnight Oil fizeram com nossos ouvidos durante bons anos entre as décadas de 80 e 90, se enganou.
Revista Zero, edição 08 

           O álbum abre com "When we're fishing" canção instrumental com mais de quatro minutos e segue emendando faixas, algumas muito boas como "Radio", "Sticks & Stones" e "Linda Lovelace".

            O The Books se tornou um nome razoavelmente conhecido ainda quando se chamava The Book is on the Table e regravou, em inglês, o clássico "Surfista Calhorda" do Replicantes, renomeado para "Fuckin' surfin' bastard". Despretensiosamente o The Books fez a ponte entre um grande representante do punk rock nacional com outro grande nome do punk rock mundial, os australianos do Radio Birdman. A canção ganhou vídeo clipe e chegou a ser exibido algumas vezes no extinto programa Lado B da MTV Brasil.

          "I land" foi produzido por Zé Antônio Algodoal, guitarrista do Pin Ups, e lançado numa parceria dos selos Midsummer Madness e Monstro Discos. O projeto gráfico é simples, mas esconde um encarte no qual se vê a banda num jardim bebendo e brincando de pescaria num prato de alumínio. O álbum não teve grande repercussão e quase passou despercebido. Ainda é facilmente encontrado nos sites dos selos Monstro Discos e Midsummer Madness.

             Quer ouvir? Download aqui!

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