terça-feira, 18 de junho de 2013

Egisto Ophodge "Máquina de distruir dinheiro" (Purnada Y Pranada, 1994)


             Após o primeiro fim do Colarinhos Caóticos e do efêmero projeto Elektra, com Edu K, o guitarrista a arranjador anárquico Egisto Dal Santo, aqui sob o pseudônimo Ophodge, lançou seu primeiro disco solo. Uma coleção de maluquices divididas em 16 canções que procuram algum rumo, às vezes encontram.

          A seu favor Egisto pode afirmar que o trabalho de concepção do álbum foi idealizado por ele próprio, das composições a gravação de todos os instrumentos. A parte musical é mais importante do que as letras, isto vale até para as três regravações, "Insensatez" de Tom Jobim, "Eu sei que vou te amar" de Baden Powell e Vinícius de Moraes e "Era menino" de Beto Guedes.
Bizz, edição 112, novembro de 1994

           Provavelmente, as letras não têm intenção de comunicar nada a ninguém, o que garante  títulos tão abstratos quanto "D" e "X". Trata-se de um disco de um multiinstrumentista que na verdade é mais guitarrista do que qualquer coisa. A quantidade de violões usados e os constantes solos mostram que Egisto é guitarrista de mãos cheias. Destaque para a instrumental "Profissional da Folharada".

          "Máquina de distruir dinheiro" tem seus bons momentos, como a balada "Vacilo", "Penso" e "Não vai tocar", estas duas típicas canções não gravadas pelo Colarinhos Caóticos.

            Lançado por conta própria, pelo selo Purnada Y Pranada, o álbum teve repercussão apenas local, é pouco conhecido fora do Rio Grande do Sul. O projeto gráfico é bastante zoado e sujo, ainda que traga informações necessárias como letras e ficha técnica, destaque para frases da contra capa como "Canções com sangue" e "Ouvir num volume alucinante - warning: quem copiar vai se...". 

           Outro detalhe no mínimo curioso fica para o título, como a capa e o projeto gráfico também são autorias de Egisto, podemos afirmar que a culpa pelo erro na grafia que transformou Destruir em Distruir é de responsabilidade do próprio Egisto Ophodge. O título só aparece errado na capa e encarte, pois na lombada do CD, que não foi escrita por Egisto, a grafia surge corretamente. "Máquina de distruir dinheiro" é um álbum tão irregular quanto raro, vale conferir!

               Quer ouvir? Download aqui!
               Também disponível no Youtube!

3 comentários:

  1. cara os discos do egisto sao raros na rede...tu tens mais algum?

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    1. Fala Jack Oldpunk!
      Tenho mais dois. O segundo disco "Coisas boas" e o mais novo do ano passado, não me lembro o título agora, pois este eu ainda não ouvi. Quer que eu te passe?
      abs!

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    2. Bah..adoraria....fico te devendo mais uma..to atras dos discos dele de 2010 um eletrico e outro acustico...um amigo ficou de me conseguir ...fora o livro que é mais dificl ainda

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