domingo, 27 de janeiro de 2013

Objeto Amarelo "Panzertunel" (Bizarre, 2002)





Lá nos idos anos 2000 um tipo de produção de música e gravações chamava a atenção da mídia especializada. Entrava em cena os home-studios e programas de edição que facilitavam a vida de quem produzia canções e discos e que agora poderia fazer isso sem sair de casa ou desprender de uma grande quantidade de dinheiro.

Um dos produtores caseiros que atraiu a atenção da mídia e público era o músico e artista plástico paulistano Carlos Issa e seu projeto, uma one-man-band chamada Objeto Amarelo. “Panzertunel” é o terceiro registro da ‘banda’, um disco com 38 canções curtas, algumas vinhetas, de sonoridade tão estranha quanto os títulos, “Aaaz”, “Dix”, “e;a”, “Humanidade Carlos Issa”, para ficar em alguns. É um trabalho completamente experimental e anti comercial, ainda que algumas canções tenham ganhado clipes e podem ser consideradas como ‘hits’ (hã?) do álbum, tais como “Draga” e “Não anda”. Algumas poucas canções têm letras, mas, de tão abstratas, não comunicam nada. É um tipo de música livre, porém traz reminiscências que vão desde Hermeto Paschoal a Fugazi. Tão difícil de explicar quanto entender. Enfim, um trabalho sem precedentes.

“Panzertunel” foi gravado no Estúdio Amarelo e finalizado no El Rocha, traz algumas participações: Marcelo Fusco, Rafael Lain, Marina Pontieri, entre outros. O projeto gráfico em completa sintonia com o álbum todo também é obra de Carlos Issa. O disco foi lançado pelo selo paulistano Bizarre Music e teve uma repercussão positiva, o Objeto Amarelo era figura sempre presente nas páginas do caderno Ilustrada da Folha se S. Paulo no período e ganhou espaço em outras publicações especializadas, contudo, nem todas foram elogiosas ao trabalho da banda-experimental-de-um-homem-só.

Quer ouvir? Download aqui!

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