segunda-feira, 26 de março de 2012

V.A. “Pircorócócór” (Banguela, 1995)



             Uma coletânea dividida em quatro bandas do interior paulista. "Pircorócócór" é uma mostra da ebulição da região depois da poeira levantada pelas duas edições do festival Juntatribo.

             O disco abre com o No Class, de Campinas, punk rock com Carol no vocal, letras em inglês, curto e rápido. Em seguida os extraterrestres de Santa Bárbara d'Oeste, o Concreteness, se destacam no disco por terem um trabalho bastante barulhento, experimental e criativo. O Happy Cow, de Piracicaba, é um quarteto punk/HC. Por fim, Lucrezia Borgia, de Sumaré, teclado onipresente, som pesado, metal com vocal rap. Em comum, todas as bandas tem quatro músicas e cantam em inglês.

             "Pircorócócór" foi lançado pelo selo Banguela, e teve a colaboração do Studio Arenna, de Campinas, local onde o álbum foi gravado, e vaquinha entre das bandas. O projeto gráfico é bastante completo, com fotos das bandas, letras, uma capa bonita com um simpático galo e o divertido nome do disco. Na época muita gente não gostou, hoje o disco é brinde valioso e disputado em qualquer festa junina!

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domingo, 18 de março de 2012

Edu K "Meu nome é Edu K" (Dabliú, 1995)

          
             Edu K é uma figura mitológica, depois de aprontar muitas com o DeFalla resolveu deixar a banda depois do estupendo "Kingzobullshitbackinfulleffect'92" e lançar este, que é seu primeiro disco solo.
         
Bizz edição 119, junho de 1995
           "Meu nome é Edu K" é recheado de funk, charm, soul, gangsta rap, mas com aquela chinelagem, o jeito de sacanagem habitual do seu intérprete. É diversão garantida em 13 canções, todas executadas e produzidas por Edu K, mais duas regravações - "Sai pra lá" do Tim Maia, e "Black Coco", de Lincoln Olivetti. "Barraco Zuado" é um destaque, "Fiu fiu (Gostosa)" ganhou um vídeo clipe bem produzido e foi executado com frequência na MTV Brasil, todas as letras são em português.
        
          "Meu nome é Edu K" foi lançado pelo selo Dabliú com distribuição nacional da Warner. Contudo, a parceria não foi garantia boas vendas, a baixa tiragem associada à má distribuição fez com que o disco obtivesse uma repercussão muito baixa, tanto comercialmente quanto na mídia. O projeto gráfico traz ilustrações do cartunista MZK e fotos de Edu K, o encarte não tem as letras.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Mickey Junkies "Stoned" (Paradoxx, 1996)



Bizz, edição 127, fevereiro de 1996
               Uma estreia que levou muitos anos para acontecer. O quarteto de Osasco/SP surgiu no final da década de 80, gravou muitas demo tapes e fez muitos shows, era um nome frequente em zines e revistas especializadas, participou de coletâneas importantes, tais como "Clip Independente" e No Major Babes", teve seus clipes exibidos na MTV, porém seu único disco só aconteceu anos mais tarde, lançado em CD pela independente Paradoxx, selo que pôs para rodar muitas boas bandas brasileiras na segunda metade da década de 90.

              "Stoned" tem 14 canções e poucas passam dos dois minutos, todas de autoria própria e com letras em inglês. O som é rock'n'roll garageiro com peso e groove, gravado com volume alto e com o vocal potente de Rodrigo Carneiro, o 'crooner' do inferno. Na época a denominação stoner rock ainda não era utilizada, mas pode-se afirmar que este disco se encaixa bem neste título, ouça "Keep the Child". "Everything" ganhou vídeo clipe e chegou a ser exibido no extinto programa Lado B, da MTV Brasil.
  
              O projeto gráfico é bem produzido, traz capa e encarte com ilustrações de Rafael Lain, porém, não há letras. "Stoned" recebeu críticas elogiosas e a banda conseguiu um bom número de fãs. O Mickey Junkies encerrou atividades pouco tempo depois, mas ainda ensaiam voltas ocasionais, com sorte você pode pegar algum show.

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Woyzeck "Quebra-queixo" (Independente, 1998)


              
              O Woyzeck foi uma das mais importantes bandas de Curitiba durante a década de 90, gravou demo tapes, participou de coletâneas e gravou "Quebra-queixo", seu único disco.
             
             O álbum envolveu uma grande produção, um disco completamente fora do habitual entre os independentes, pois custou 70 mil reais, orçamento dividido entre a banda, iniciativa privada e a Fundação Cultural de Curitiba.

Bizz, edição 160, novembro de 1998
        São 12 canções que não seguem nenhum padrão, a liberdade de criação é a característica mais notável do Woyzeck, vai do forró ao ska num estalar de dedos,  traz letras em inglês e português cantadas num rap/repente acelerado. "Sete Forças" ganhou single, vídeo clipe e a participação de Fernada Takai. "Recado pelo morto" chegou a ser bastante executada na rádio curitibana Estação Primeira FM.

    Há uma grande quantidade de instrumentos, afinal em "Quebra-queixo" o Woyzeck é um septeto, somados à participação de dois metais e programações eletrônicas, enfim, uma 'putaria franciscana' bem organizada e muito divertida!

             O projeto gráfico é muito bem cuidado com encarte todo ilustrado, muitas cores, letras, fotos e informações, já foi dito que o capricho deste "Quebra-queixo" não é encontrado nem em discos de grandes gravadoras. Mesmo assim, este disco não teve a repercussão merecida.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Pipodélica "Simetria Radial" (Baratos Afins, 2003)




        Pipodélica surgiu em 2000 e antes de chegar ao seu primeiro disco lançou dois EPs que chamaram muito a atenção da mídia e público. A criatividade e bom gosto dos arranjos somados ao talento para as boas letras do quarteto de Florianópolis poderiam ter rendido uma projeção muito maior, inclusive nos circuitos comerciais, afinal, a característica "pop" deste trabalho é inegável.
       
Revista Zero, edição 09
       São 14 canções e um punhado de possíveis hits, "Memória multicolor", "Blá blá blá", "Experiência extracorporal", "Mais forte" e "João ninguém e o quadro novo" são encantadoras, a maioria das letras são do guitarrista e vocalista Eduardo Xuxu, outras do baixista M. Leonardo. A sonoridade é bastante influenciada pelas bandas inglesas dos anos 60 e pela lisergia dos anos 70, sem deixar a banda datada muito menos revisionista.
      
       "Simetria radial" foi gravado em Florianópolis em 2002 e lançado no ano seguinte pelo mitológico selo paulistano Baratos Afins. Um disco muito caprichado desde a gravação até o acabamento gráfico, o encarte traz todas as letras, fotos, ilustrações e uma das mais belas capas de discos brasileiros. A Pipodélica fez bastante shows com estas canções, lançou um segundo álbum e encerrou atividades em 2008.
      
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