quarta-feira, 9 de maio de 2012

V.A. "Segunda Sem Ley" (Banguela, 1995)




                    "Segunda sem ley" é o resultado, ou uma sequência, de um projeto iniciado em 1990, Segunda Sem Ley era o nome do projeto que levava bandas e artistas de Porto Alegre/RS ao palco do Porto de Elis todas as segundas-feiras, era a chance de Egisto 2 (aka Egisto Ophodge, aka Egisto Dal Santo) produzir diversas bandas, até então Egisto tinha produzido apenas sua prórpia, o Colarinhos Caóticos. O projeto alegrou os começos de semana portoalegrensses e atraiu a atenção do público. Sucumbiu quando o Porto de Elis foi vendido, mas ganhou nova força noutro formato, virou programa de rádio na Felusp FM e, mais tarde, esta coletânea.
Revista General

                   Em "Segunda Sem Ley" são 18 bandas de Porto Alegre e com apenas uma canção, até parece que a seleção privilegiou as formações mais doidas da cidade, falar sobre cada uma delas é difícil, pois algumas realmente não têm nada a dizer, enquanto outras apresentam bons resultados, vamos a estas:

                   Júpiter Maçã se lançou pela primeira vez neste disco, e começou muito bem, "Orgasmo Legal" é divertida, poderia facilmente estar num dos LPs do Cascavelletes. Barba Ruiva e os Corsários faz um rockabilly afiado em "De Novo (Vagabunda)", letra hilária. Walverdes já mostrava fazer o barulho em volume alto que fazem até hoje, a letra homenageia Mussum e outros influentes finados. Tarcísio Meira's Band parece uma banda de hardcore, mas nada convencional, a letra relata atos de um padre safado. Pietá parece uma banda de grindcore. Tequila Baby apresenta um punk rock muito bom em "Malandro do Bom Fim", outra ótima letra e aquele jeitão ramoníaco inevitável. Aristhóteles de Ananias Jr. apronta "Bico de pato" com uma liberdade criativa e incursão de um saxofone notável. Space Rave com guitarras barulhentas e encharcadas de distorção, barulhos fantasmagóricos e vocal feminino/masculino, chega a lembrar o, também gaúcho, Damn Laser Vampires.

                    O projeto gráfico é caprichadíssimo, com capa e ilustrações de Allan Sieber, encarte com letras, fotos e informações de todas as bandas, além de uma apresentação do projeto. O disco teve pouca repercussão fora do Rio Grande do Sul  devido a sua pequena tiragem ficou pouco tempo em catálogo, encontrar um CD destes hoje não é tarefa fácil. Uma coletânea com muita banda e música para se descobrir mostrou que o projeto deu muito certo!

                   Quer ouvir? Download aqui!
                   Também disponível no Youtube!

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