Esta banda paulistana foi formada em 1987, gravou seu primeiro disco em 1988 e este é o seu terceiro trabalho. Por mais que a banda tenha gravado um primeiro disco completamente incompreendido e diferente dos trabalhos posteriores, sempre soaram bastante honestos nas porradas que produziram, neste disco é uma atrás da outra.
“Cobaia” tem 11 canções e não passa dos 16 minutos, abre com “City of peace”, letra que ganharam de Wattie Buchan, vocalista do Exploited, também tem letras em português em “Gorda”, “Cidadão urbanóia” e na regravação de “Pobreza”, também incluída no disco “Traidô” um tributo ao Ratos de Porão, esta versão do Okotô ficou muito boa, violenta e podrona, destaque para o som que o André Fonseca tira da sua guitarra. “Don’t fuck my head” ganhou vídeo clipe, exibido pouquíssimas vezes na MTV.
A banda se apresentou bastante com este trabalho, apesar da minguada aparição nas revistas de música da época, pelo menos se comparado ao trabalho de divulgação do segundo disco, ”Monstro”, no qual o Okotô recebeu bastante divulgação e chegou a dividir uma capa da Bizz, em 1993, com outros três nomes que a revista considerava renovadores do cenário roqueiro brasileiro no momento, chamaram esta nova geração de MPopB, mas, o título não pegou fora das páginas da Bizz.
O Okotô passou por várias formações, mas, André Fonseca e Cherry, o duo inicial, sempre se manteve, neste disco o baixista foi Jair Naves, que depois do fim da banda tornou-se vocalista do Ludovic para depois assumir uma carreira solo de bastante prestígio atualmente.
A capa e todo o projeto gráfico é do cartunista e ilustrador RHS, um trabalho bem legal, o encarte traz todas as letras. O disco foi lançado pelo lendário selo paulistano Ataque Frontal e ainda é possível encontrá-lo com o Renato Martins, proprietário do selo. O Okotô encerrou atividades pouco tempo depois do lançamento deste “Cobaia”.
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