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domingo, 31 de julho de 2011

Boi Mamão (Bloody Records, 1993)

          Corria o ano de 1993 e parecia que uma bomba estava prestes a explodir na cena de bandas de rock em Curitiba. A cidade recebia bandas de todo o Brasil e havia um intercâmbio entre estas, bares e casas noturnas abriam espaço para nomes que despontavam no undergound brasileiro, o principal deles era o 92º Degrees, propriedade do músico, investidor e incentivador JR Ferreira.
           Dentre as bandas curitibanas o Boi Mamão se destacava com seu math rock e shows imperdíveis, este compacto com 4 canções foi o primeiro registro do quarteto que contava com Glerm Pawdphita, Renê Bernunça, Nillo Mariolla e Bruno Balainha. A iniciativa de lançamento surgiu do JR Ferreira e do seu selo Bloody Records, junto com este compacto foram lançados outros 12 de bandas curitibanas de variados segmentos do rock, que foram divididos nas séries Garage, Pop e Metal, o Boi Mamão pertenceu a esta última (as demais bandas são: Jully Et Joe, Pinheads, CMU Down, Relespública, Kráppulas, Missionários, Acrilírico, Tempest Waltz, Acidose, Cuttin Flower, SMD e Vox Humana).
          Agora, você sabe o que é math rock? Pense em Mr. Bungle, Red Hot Chili Peppers, Funkadelic, Fishbone, Yo Ho Delic, Pato Fu e, ainda assim, restará descrições. Responder isso é tão difícil quanto entender as letras deste compacto, entretanto, difícil também é não deixar de se divertir ao som de “Scaraphojidascolah”, “Pecilothermic gummy” e, do “hit”, “Capitão Gabiru”, a letra desta narra a odisseia do retirante que ao chegar à cidade grande descobre que a vida não é fácil, no fim há o grito anti-separatista do Boi Mamão, um clássico curitibano!
          O projeto gráfico deste disco traz o logo, em cores, da banda na capa, e encarte com as letras, ficha-técnica e agradecimentos escritos à mão. O disco foi produzido pela banda junto de Vitor França, proprietário do estúdio Solo e responsável pela produção de grande maioria das bandas curitibanas.
          Quanto ao Boi, após este disco a banda continuou levando seu math rock para outros palcos e gravando demotapes, participou das coletâneas “Alface” (Banguela, 1995) e “Borboleta 13” (+Mais Records, 1996), gravou seu primeiro álbum “Compre, grave ou roube!” (Paradoxx, 1998), porém este já estava mais para ska (com paulêra) do que para o math rock dos primeiros anos. O Boi morreu em 1999, viva o Boi!
          Quer ouvir este disco em baixa qualidade? Clique aqui!

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